REJEIÇÃO – SENTIMENTO DE INFERIORIDADE


O medo de ser rejeitado é bastante comum à maioria das pessoas. Afinal, quem é que não quer sentir-se amado, admirado e querido?
Assim, nas situações corriqueiras do dia a dia, como os relacionamentos amorosos, familiares, no trabalho e nas amizades, podem desencadear tal sentimento, pois nem sempre alguém está disposto a abrir mão de sua posição ou está sensível o bastante para perceber a carência do outro.
Esse medo pode ser freqüente, e sua persistência e repetição são preocupantes, pois pode surgir independente da situação real que se vive. Isto acontece, muitas vezes, devido à presença de fantasias que sustentam a idéia de que não se é suficientemente bom para os outros.
Para as pessoas que sofrem deste mal podem desenvolver uma personalidade subserviente, na intenção de agradar a todos, ou então ir ao extremo e procurar isolar-se agredindo com palavras ou até mesmo com ações a todos que se aproxime, a fim de tentar se proteger de uma suposta e possível rejeição.
Pessoas que passam por este problema sentem-se inferiores e apresentam muitas dificuldades em lidar com as frustrações intrínsecas às relações. Vale salientar que a total aceitação do outro é algo impossível.
É comum escutar a queixa da baixa auto-estima, sentimento de inferioridade, falta de amor próprio como causas, contudo, essas questões são sentimentos secundários, pois a causa primária da rejeição está associada a construção de sua imagem na infância, em que bases foram alicerçados os seus primeiros passos no mundo.
Se os conflitos, advindo do sentimento de rejeição, forem intensos precisam ser trabalhados.
Como saber se quem passa por isto deve procurar ajuda? Basta que esta pessoa questione a si mesmo, e responda se há necessidade de viver assim ou se quer continuar vivendo com a sensação de que é ou será sempre rejeitado.

Joseane Pires
Psicanalisrta

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